16 de Junho, 2024

Georginho: das categorias de base ao triunfo no basquete adulto

Georginho em ação. Foto: Sesi Franca

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° Artigo

*Eleazar Barbosa

Era uma tarde tranquila na capital cearense de um dia da semana no primeiro semestre de 2015. Lá estava eu na arquibancada do ginásio Paulo Sarasate, para acompanhar a semifinal da temporada 2014/15 da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), espécie de categorias de base da modalidade. O confronto: Basquete Cearense X Pinheiros.

De um lado, um time nordestino invicto, taticamente entrosado, jogadores engajados, ia se consagrar semanas depois com o título de campeão do certame sem perder uma partida. No outro, uma equipe contendo um jogador que se destacava pelo formato de jogo explosivo no garrafão, tratava – se de George Lucas Alves de Paula, o Georginho.

À época eu estava estudando e lendo muitos livros sobre a detecção e a formação de atletas, e na ocasião vendo a desenvoltura de Georginho X o Gigante Cearense, aquilo me chamou a atenção sob o perfil atlético do armador paulista, reitero contra o melhor time “juvenil” do campeonato.

O tempo passou e Georginho galgou várias etapas de sua carreira, sendo que na atualidade ele chegou ao amadurecimento esportivo. Ano passado, o Franca, equipe do Georginho, se sagrou campeão do Novo Basquete Brasil (NBB), o mais disputado torneio de basquete do país.  

Nesta atual temporada, o Franca, que continua com Georginho em seu elenco, está participando de um torneio sul – americano, a Champions League Américas 2023. Até o momento o time não perdeu nenhum jogo, e está classificado para as quartas de final da competição. No Novo Basquete Brasil (NBB) a equipe francana está imbatível, venceu ontem o Fortaleza Basquete Cearense por um placar centenário, 102 a 65.

Desta vez compareci ao ginásio do Centro de Formação Olímpica (CFO) para acompanhar o duelo.  E vi um panorama de condução tática no decorrer do jogo com uma supremacia da equipe do interior paulista. Fatores positivos pelo lado do time cearense, o Espiga, treinador que levou o Basquete Cearense a ser campeão em 2015, além de Davi Rossetto e Vitor Gusmão, terem esses personagens retornado para a equipe que os revelou. Opinião pessoal, se tivessem feito àquela época, um trabalho sucessivo e gradual com o elenco campeão, talvez hoje, esse panorama seria diferente.

No entanto nem tudo está perdido, porque fui ver mais uma vez o atleta que está se destacando no basquete nacional, e que prospectei na minha imaginação de análise tática o perfil perfeito para o jogador oriundo das categorias de base do basquete tupiniquim para que um dia no futuro ele triunfasse. Dito e feito, Georginho está no ápice do conjunto atlético, versátil, inteligente, rápido nas ações, é inegável que aprimorou os fundamentos. Torço para que na seleção brasileira de basquete tenha a mesma configuração analítica por parte da comissão técnica.  

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