21 de Maio, 2024

Imagem: UFC

Descripción de la imagen

Aguardando imagem patrocinada

Aguardando imagem patrocinada

Você sabia que está em desenvolvimento um novo tipo de combustível, que já está sendo utilizado como gás no Brasil, e esse tipo de elemento é oriundo de um processo sistemático fabricado através das fontes eólicas e solares, isso mesmo, as placas solares, e que por assim não emite gás garbônico. Este novo modelo de aproveitamento é o Hidrogênio Verde. Sua produção requer o uso de muita energia, em especial para retirar, por hidrólise, o hidrogênio que é encontrado na água.

E o Ceará está na vanguarda, já que o estado, em janeiro deste ano gerou a primeira molécula de hidrogênio verde produzida no país. E, agora recentemente, um edital nacional, sob a tutela do governo alemão, selecionou um projeto do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Ceará (UFC) na requisição de trabalhos científicos voltados ao novo combustível. Na chamada, apenas três projetos foram contemplados em todo o Brasil, um deles, o cearense.

A metodologia cearense é absolutamente inovadora pois utiliza os compostos: efluentes; “resíduos produzidos tanto pelas indústrias quanto pelo ser humano em seu ambiente doméstico, e que são descartados no meio ambiente sobre a forma de líquidos ou gases. Assim, processos industriais e a rede de esgoto também são considerados efluentes”, e o glicerol; “composto orgânico pertencente ao grupo dos álcoois, seria por exemplo óleos ou gorduras para a formação de sabões e detergentes.”

Para a formulação do Hidrogênio Verde é necessário água e eletricidade, e com essa nova metodologia não terá necessidade destas substâncias, apenas do acréscimo do calor solar.

De acordo com uma das integrantes do núcleo da pesquisa, a professora Fernanda Lobo, “ao darmos valor ao resíduo, avançamos no tratamento de efluentes, com a tecnologia inovadora de células de eletrólise microbiana, melhorando a qualidade de vida da população, além de termos um produto de grande importância na descarbonização e na transição energética. Isso traz impactos ambientais e sociais, além de impactos na produção e no uso da energia”, pontua a pesquisadora.

O bônus do edital equivale ao valor de até 150 mil euros para cada projeto, destinados à realização de pesquisas, desenvolvimento e apoio técnico.

As pesquisas que iniciaram a proposta científica foram desenvolvidas pela Profª Fernanda Lobo (UFC) ‒ em parceria com a Profª Xi Chen (da Princeton University, dos Estados Unidos) ‒ e pelo Prof. André Bueno (UFC). Além deles e da Profª Carla, também integram o laboratório os professores Paulo Alexandre (UFC) e Mona Lisa Oliveira (Universidade Estadual do Ceará ‒ UECE).

Aguardando imagem patrocinada