28 de Fevereiro, 2024

Deputados unificam apoio em prol de CPI para investigar o MST

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Os deputados federais Kim Kataguiri (União-Brasil-SP) e Ricardo Salles (PL-SP) decidiram, nesta terça-feira, 14, abdicar dos pedidos individuais de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST para apoiar uma CPI que foi proposta pelo deputado federal Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS).

A decisão se deu em virtude do número de assinaturas que cada pedido tinha, sendo a CPI do Zucco a que tem o maior apoio até o momento: 150 adesões. Salles contava com mais de cem assinaturas e Kataguiri com pouco mais de 50. Ambos devem compor a comissão assim que ela for instaurada. A CPI tem o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

“Depois de uma articulação entre os três parlamentares, chegamos a um acordo para apoiar o texto do tenente-coronel Zucco”, disse o presidente da FPA, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), durante uma coletiva de imprensa. “Anuncio que a FPA está apoiando a coleta de assinaturas para entendermos de onde vem o financiamento do MST e quem está incentivando as invasões. A motivação deles é política, e não agrária.”Zucco deixou claro que a comissão pertence a todos os parlamentares que assinaram a CPI e pediu respeito ao agronegócio. “Estamos vendo as invasões de propriedades produtivas”, explicou. “Nos primeiros dois meses, tivemos mais invasões do que nos últimos quatro anos.”O deputado Salles destacou que há muito tempo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro alertava contra a prática criminosa de grupos como o MST. “Esse assunto mobilizou o setor produtivo brasileiro. Ainda mais com a prisão do líder da Frente Nacional de Luta, José Rainha, e de outro integrante do MST. Há muito tempo dizemos que as práticas desses grupos se aproximam muito mais a práticas de extorsão e de crimes.”Por fim, Kataguiri explicou a importância da união entre os três parlamentares a fim de investigar as ações do MST. “Queremos investigar os crimes que foram cometidos e que estão sendo anunciados ao redor do Brasil”, disse. “A reforma agrária se dá com o devido processo legal. Não é um indivíduo ou um agente privado que decide aplicar o texto constitucional. É o poder público, por isso que queremos essa CPI.”

Revista Oeste