16 de Junho, 2024

Livro reflete sobre relação pai e filho no contexto do machismo

Escritora Luana Menezes faz apresentação do livro na livraria

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Uma abordagem lúdica que propõe reflexão sobre o efeito do machismo é o que denota o livro “Eu Só Quero Brincar”. Lançado este mês em uma livraria no Rio de Janeiro, a obra alerta para a necessidade de promover a equidade de gênero desde a infância, com intuito de fornecer uma metodologia pedagógica para romper com o machismo estrutural.

De acordo com a autora do livro, a especialista em psiquiatria e psicanálise para o gênero infanto – juvenil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luana Menezes, o machismo de forma inconsciente afeta o processo de educação nos lares familiares, “gerando já desde a infância uma segregação e entendimento errado do que é coisa de menino e de menina”, enfatiza.

Com um propósito de um texto leve e fácil compreensão para o entendimento das crianças, a obra trata da história do personagem Cadu, que é repreendido pelo pai após este verificar que o filho está brincando de boneca com uma amiga. Além de não compreender a atitude paterna, o garoto é obrigado pelo pai a não chorar, ensinamento repassado de que “homem não chora”.

A mãe de Cadu é quem promove uma reflexão na família ao dialogar com seu esposo sobre o ocorrido e fazê – lo perceber que está reproduzindo um padrão tóxico de educação que recebeu na infância, fruto do machismo estrutural.

“O interessante é que a mãe é o elo da família, é quem consegue perceber que todos estão sendo vítimas de uma sociedade patriarcal, onde prevalece as relações de poder e domínio do homem. Quando conseguimos quebrar isso desde a infância estamos prevenindo diversos tipos de violência contra a mulher”, revela Luana.

Serviço:

http://www.luanamenezes.com.br/livro-eu-so-quero%20-brincar.html

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