3 de Março, 2024

Especialistas apontam os melhores vinhos para a Páscoa

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O vinho ainda não se solidificou no paladar e na mesa do brasileiro, a cerveja continua sendo a bebida mais consumida. Porém dados apontam que o consumo do vinho tem crescido ultimamente, no entanto, apesar de o país ser um produtor vinícola, estatísticas relatam que nações como França, Portugal e até mesmo a Argentina apresentam números bem acima da proporção de apreciação em relação ao Brasil.

Como tradição na Semana Santa este contexto no país se modifica com a tendência da comercialização. De acordo com o cheff empreendedor, Pedro Mattos, o período da Páscoa é marcado pela degustação dos pescados, com destaque para o protagonismo do bacalhau.

“Muito se fala que a harmonização perfeita com pratos que destacam peixes, o ideal são os vinhos brancos e marcantes. O brasileiro ainda não possui uma tradição de consumo para tais tipos de vinhos e os tintos, todavia, prevalecem também neste período. O bacalhau, por exemplo, pode ser apreciado com vinhos Merlot ou, ainda, bons Cabernet. Entre os brancos, os que levam uva Chardonnay e os espumantes elevam o frescor ao serem apreciados”, explica Pedro.

Neste contexto, o sommelier (Especialista na área), Cristiano Nogueira Trombini ressalta que existem muitas opções no supermercado, mas alguma combinações são clássicas conforme ele indica: “Eu não poderia deixar de mencionar, por exemplo: um branco de uva “Sauvignon Blanc”, para curtir junto às “entradinhas” e “aperitivos” – primeiros pratos de uma refeição, como saladas variadas, a acidez, e o perfume “herbal”  deste vinho, nos traz uma sensação muito interessante de leveza e refrescância ao paladar”.

Cristiano enfatiza que existem os “churrasqueiros” que optam por um vinho tinto com mais corpo e mais tanino. O sommelier direciona para um Cabernet Sauvignon brasileiro, argentino ou chileno. “O tanino do vinho se aglutina aos sucos apresentados pela carne grelhada ou assada, e geram uma percepção gustativa muito prazerosa”, destaca Cristiano.

“Para acompanhar os chocolates e doces, o vinho do Porto estilos Ruby ou Tawny são muito tradicionais, mas também pode usar vinhos doces de ‘uvas de colheita tardia’, muitos destes exemplares já produzidos no Brasil. “Degustar sempre bem refrescados’ ”, frisa o especialista.

Já Pedro afirma que a enologia (ciência que estuda os vinhos) recomenda que no critério de vinhos internacionais é uma questão de gosto pessoal. Ele diz que os entusiastas que apreciam vinho no mundo recorrem aos rótulos do Velho Mundo e os contemporâneos que afirmam preferência pela bebida do Novo Mundo.

“Conceituados rótulos produzidos em Portugal, Itália, Argentina e Chile são bastante indicados, em especial, os rótulos tintos. Os champanhes e espumantes franceses são perfeitos e ideais quando o assunto é espumante”, acentua Pedro.  

Cristiano Nogueira aborda que analisando numa perspectiva da linha do tempo, avaliando em um período mais recente da vinicultura brasileira, “se a gente olhar para meados dos anos 1990 e início dos anos 2000, no Brasil, o vinho brasileiro ‘fino’, de verdadeira qualidade, de alto padrão, era produzido prioritariamente no Rio Grande do Sul, e ainda exclusiva e concentradamente na Serra Gaúcha (Vale dos Vinhedos), o que dificultava o acesso à bebida”, pontifica o especialista.

Segudo o sommelier atualmente o vinho tinto suave, seja de garrafa ou ‘de garrafão’, ainda é o que prevalece no ‘montante’ do que é consumido no país. “Não há nada de errado nessa preferência. Entretanto, a gente acaba querendo ler e entender mais, e isso terminar por nos remeter, conduzir ao universo dos vinhos feitos com as variedades de ‘uvas mais nobres’, próprias e melhores para a produção de vinhos. Além disso, somente a partir do final dos anos 1990 (com a abertura econômica), é que o Brasil se posicionou para a captação, recepção e degustação do vinho estrangeiro”, explicita Cristiano.

Pedro destaca que os rótulos produzidos pela indústria vitinícola da região sul do país são destaque por oferecer um favorável custo-benefício. O especialista alerta que apesar de o país não possuir o hábito no consumo do vinho, porém conta com respeitabilidade, e até com premiações no exterior.     

“É importante destacar o ritual do vinho, que parte da seleção das taças à temperatura ideal que o produto deve ser servido, compõe uma degustação a ser impressionada pelo público. A questão preço talvez tenha influenciado alguns públicos, mas não vejo que esse confirme ou se torne relevante a questão do consumo. No início da década de 1990, com a abertura do mercado internacional, os itens importados chegaram para o consumo dos brasileiros. Tudo está muito relacionado ao poder de compra da população”, esclarece Pedro.  

HÁBITO ESTIMULOU CONSUMIDOR A APRECIAR VINHO

Inserido no seleto grupo que frequentemente aprecia um vinho na mesa, o cearense Luciomar Forte de Oliveira, 65 anos, aposentado da Justiça Federal no Ceará, diz que a apreciação pela bebida ocorreu naturalmente, “fui bebendo, tomando alguns vinhos e acabei gostando”, revela Luciomar.

Luciomar afirma que já bebe o produto há cerca de 10 anos, que tem preferência pelos estrangeiros, e que já adquiriu as garrafas da Páscoa, com destaque para o ‘Vinho Tinto Meio Seco’. Ele ressalta que adere a sites para comprar os produtos, citando o Evino, Vinho Fácil e Wine.   

Luciomar e a filha.