20 de Junho, 2024

Nutricionista orienta sobre os benefícios e cuidados no consumo de Bacalhau na Páscoa

Foto: Reprodução

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  • Matéria do estagiário Victor Campos

Com a chegada da Páscoa, é comum a inclusão de peixe e bacalhau nas refeições, seguindo a tradição de não consumir carne vermelha na Sexta-Feira Santa. Além das saborosas receitas, esses alimentos possuem um alto valor nutritivo, sendo beneficiais para a saúde. 

A Professora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Paloma Popov, explica o lado assertivo do consumo de peixe para uma alimentação balanceada. 

Seja frito, assado, ao molho ou elaborado com especiarias, o pescado é parte da diversidade cultural e gastronômica brasileira. A nutricionista ressalta que o peixe é uma fonte rica em proteínas de alta qualidade e em ácidos graxos Ômega-3, que ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhoram a saúde cerebral e podem ter efeitos positivos sobre a saúde mental.

“A proteína do peixe é extremamente rica em vitaminas e minerais, como a vitamina D e o selênio, que desempenham um papel importante na manutenção da saúde óssea e imunológica”, comenta a professora.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o consumo de peixes pela população brasileira é, em média, de aproximadamente 9 kg por habitante ao ano. Apesar de se destacar como um grande produtor desta proteína animal e de possuir uma diversidade de espécies aquáticas de água doce e água salgada, o Brasil ainda está distante do consumo per capita global de pescado, que vem aumentando, gradualmente, para 20,5 kg/habitante.

O bacalhau costuma ser mais consumido na Semana Santa e no Natal. Segundo Paloma, essa espécie é rica em fósforo, potássio, selênio e nas vitaminas B6 e B12.

 “Ele também é uma opção com baixo teor de gordura e calorias, o que o torna uma escolha saudável para quem busca manter uma alimentação equilibrada”. A especialista acrescenta que o bacalhau é uma fonte importante de vitamina D, essencial para a saúde óssea, imunológica e cardiovascular: “Em comparação com outras fontes de proteína animal, como carne vermelha e frango, este produto contém menos gorduras saturadas, associadas a um maior risco de doenças cardiovasculares”.

Popov alerta sobre os cuidados na hora de comprar o peixe é verificar a sua procedência. É comum que o bacalhau vendido no Brasil seja importado de Portugal e venha salgado para aumentar o tempo de conservação. Ela recomenda escolher um fornecedor confiável e garantir que o peixe tenha sido salgado corretamente. 

Outra dica importante se refere à dessalga do bacalhau. É recomendado deixar o bacalhau de molho em água por pelo menos 24 horas, trocando a água a cada seis horas. Esse processo deve ser feito mantendo o peixe na geladeira para evitar a contaminação por micro-organismos.

“Após a dessalga, o bacalhau pode ser preparado de diversas formas. É comum desfiá-lo para usar em preparações como bolinhos de bacalhau ou tortas. Como o bacalhau salgado perde um pouco da sua maciez e hidratação, é importante escolher receitas que valorizem o sabor do peixe”, explica Paloma.

Para manter o valor nutricional adequado do alimento, a docente do CEUB destaca que a forma como o peixe ou o bacalhau são preparados pode auxiliar na qualidade do resultado do cozimento. “Frituras e outros métodos de cozimento que utilizam muito óleo podem aumentar o teor de gordura e calorias do prato, tornando-o menos saudável. Portanto, o ideal é optar por métodos de preparo saudáveis, como grelhados, assados ou cozidos”, completa.

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