23 de Fevereiro, 2024

Os questionamentos e verdades sobre o Transtorno do Espectro Autista nas crianças

O neuropediatra Rafael Engel salienta que haja evolução nas crianças a partir dos dois anos

Descripción de la imagen

Aguardando imagem patrocinada

  • Matéria do estagiário Victor Campos

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um tema que ainda gera muitas dúvidas e é cercado de mitos e preconceitos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o TEA afeta cerca de uma em cada 160 crianças no mundo.

Segundo a psicóloga Luísa Araruna Engel, especialista em psicanálise e saúde mental, além de mestre em Diversidade em Inclusão e Analista didata em New English Institute Of Psychoanalysis, “existem muitos comportamentos que nos chamam atenção dependendo de cada faixa etária, afinal de contas, para cada etapa de desenvolvimento temos alguns marcos e comportamentos esperados. Um exemplo seria, é de se esperar que um bebê de colo olhe pra sua mãe enquanto é amamentado, é comum que ele chore ao acordar e perceba-se sozinho no berço. Mas é bem comum as pessoas dizerem; ‘Nossa, meu filho é tão quietinho’. Ele nem chora, ele acorda e fica tranquilo sozinho no berço por horas”, ressalta. 

Luísa Araruna Engel entende que em geral essa situação se precisa analisar . “Mas a verdade é que não olhar de forma curiosa e afetuosa para a mãe ou para quem o acolhe, e não chorar buscando pela relação social, são sinais de alerta.”, aponta a psicóloga.

Dr Rafael Engel, neuropediatra, especialista em neurociências afirma que por volta de dois anos de idade, se espera que a criança já esteja falando muitas palavras e tendo conversas funcionais.

“Ou seja, não apenas repetindo palavras ou repetindo frases de desenhos. Mas sim, usando a fala para diálogos, pedidos, perguntas e para expressar suas necessidades. Então são sinais de alerta, crianças que por volta dessa idade ainda não falem, ou apenas repitam palavras sem funcionalidade, ou que tenham uma fala muito avançada, com vocabulário muito rico, destoando até do ambiente onde vivem. Alguns outros sinais de alerta são comportamentos estereotipados como por exemplo, sacudir as mãos (flapping), andar nas pontas dos pés, balançar o corpo como um pêndulo, tapar os ouvidos com frequência, pular ou correr em momentos inadequados… é importante lembrar que a criança não precisa apresentar todos esses comportamentos ao mesmo tempo, citei alguns exemplos possíveis dentro de um espectro tão vasto’, destaca o neuropediatra.