28 de Fevereiro, 2024

Viajando com seu pet: dicas para garantir uma viagem segura e confortável

Foto: Reprodução

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Com tantos feriados pela frente nesse ano, viajar de carro e levar seu pet para o próximo destino é garantia recordações e muita diversão, mas todo o trajeto requer atenção e cuidado redobrado com a segurança dos passageiros e do próprio animalzinho. Sem contar que isso evita multas e acidentes. 

Para quem desconhece, a legislação brasileira oferece três opções adequadas para realizar o transporte do pet. A primeira é utilizar uma cadeirinha de cachorro. A segunda é usar a caixa ou a bolsa de transporte para o animal e a última opção usar a coleira presa ao cinto de segurança do carro. 

Segundo Henrique Perdigão, veterinário e adestrador há mais de 22 anos, o melhor meio de transporte para o pet, depende do perfil, comportamento e tamanho do cão. “Se optar pela cadeirinha, vai depender do tamanho do cachorro. Se ele for de médio a grande porte, a cadeirinha não suporta. A caixa ou a bolsa de transporte pode não caber no carro e isso é até comum de acontecer e por último, a coleira presa ao cinto de segurança. Lembrando que tem que se utilizar a coleira peitoral que vem com o que chamamos de “lingueta” que se encaixa perfeitamente ao cinto de segurança”, explica. 

O uso da coleira peitoral é ideal para evitar o estrangulamento do animal ou até possíveis lesões na coluna que podem ser causadas por uma frenagem brusca, ou algum acidente de percurso, relata o veterinário. 

“Enquanto a caixa de transporte também deve ser presa pelo cinto de segurança e a melhor condição para esse transporte é ser na parte do centro do banco de trás, no caso de animais de pequeno porte o melhor é condicionar a caixa de transporte no chão do banco traseiro, com esses cuidados, o cão não vai ser lançado para outros lugares do automóvel e nem vai machucar os passageiros”, ressalta.

O adestrador sempre é indagado sobre qual a centimetragem da coleira precisa ter para o cachorro não ficar pulando na janela do carro. “O animal tem que ter a condição de ficar em pé e sentado. Não é para o cachorro vir à frente do carro e o ideal é que ele não chegue à marcha. Só assim para garantir a segurança de todos”, enfatiza. 

Sobre deixar o cachorro com a cabeça para fora do vidro da janela não é indicado, já que pode acontecer um ressecamento da córnea do animal ou até outros problemas na visão. 

A dica, segundo o adestrador : “cuidado com a temperatura ambiente do veículo. Os pets são mais sensíveis e é preciso passar a sensação deles estarem seguros durante a viagem, e hidratados. Por isso faça algumas paradas e desça sempre com o cão na guia para ele caminhar um pouco, se esticar e beber água”, complementa.

Henrique Perdigão, mais conhecido como perdigavet, educa cães há mais de 22 anos