3 de Março, 2024

Aprovação do marco fiscal vai impactar na redução da taxa de juros, diz Tebet

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se mostrou otimista em relação à aprovação do marco fiscal e afirmou que a nova regra impactará na redução da taxa de juros no Brasil. A declaração foi feita nesta segunda-feira (8), após uma reunião com vice-governadores.

“Vamos apresentar um arcabouço fiscal crível, flexível, seguro e, principalmente, que o governo federal tem condições de cumprir. A partir dessa aprovação do arcabouço, garantindo essa segurança jurídica, essa previsibilidade das contas públicas, não teremos mais como não impactar para menor a taxa de juros no Brasil”.

A declaração da ministra acontece após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido, em reunião na última quarta-feira (3), a taxa Selic em 13,75% ao ano. Este patamar está em vigor desde agosto de 2022.

De acordo com o comunicado do Copom, a decisão foi unânime, e o Comitê “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

Tebet também disse que as alterações realizadas pelo relator do projeto do novo marco fiscal, deputado Claudio Cajado (PP-BA), são bem vistas pelo governo e que o parlamentar encontrou uma alternativa equilibrada para o contingenciamento.

“As contribuições do deputado, elas são vistas com bons olhos, elas chegam num meio-termo de nem ter um ‘enforcement’, nem deixa tão solto”, afirmou Tebet.

Durante a reunião com os vice-governadores, a ministra também pediu apoio junto às bancadas estaduais no Congresso para a aprovação da reforma tributária e afirmou que haverá um fundo para compensar qualquer perda de receita dos Estados e municípios.

“Viemos tranquilizar sobre a reforma tributária e fizemos um pedido para que nos ajude a aprovar, junto com suas bancadas, a reforma tributária”, disse.

Na quinta-feira passada (4), Tebet havia dito que a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional continua sendo “prioridade absoluta” do governo. A expectativa da equipe econômica é que a reforma seja votada até julho deste ano.

CNN