22 de Abril, 2024

Inteligência Artificial monitora currículos na busca do profissional qualificado

Foto: divulgação

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Estatísticas apontam que mais de 370 mil pessoas no Ceará buscam se posicionar formalmente no mercado de trabalho, segundo dados levantados em novembro do ano passado pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) por trimestre. E para inserir no mercado de trabalho, o primeiro fator avaliado é o currículo.  

A tecnologia pode ser uma ferramenta de auxílio a empresas no momento de recrutar algum candidato qualificado para determinada vaga, pois conforme a Mentora de Desenvolvimento de Carreira e Recolocação Profissional, Cristiane Galvão, a Inteligência Artificial já seleciona previamente, através do currículo, o profissional que se enquadre nas perspectivas da corporação. “O currículo bem elaborado, já é fundamental de cara, porque atualmente cerca de 96% dos processos seletivos têm inteligência artificial, como, por exemplo, a plataforma Gupy, que predomina no Brasil”, aponta Cristiane.

Segundo a Havard Business Review, instituição atrelada à Universidade Harvard, pesquisas realizadas em 2019 analisam que o recrutador gasta em média sete segundos para examinar um currículo. E de acordo com Cristiane, nos dias atuais, a inteligência artificial já possui requisitos tecnológicos para a efetivação de uma triagem.

Atribuições tais quais, conforme a especialista, no que diz respeito a detalhes que a máquina pode recusar, rejeitar ou gerar uma pontuação baixa para o currículo do profissional. “Detalhes básicos como a formatação, margens, letras, imagens que constam no currículo, podem contribuir para a eliminação. Além disso, a clareza nas atribuições, realizações, habilidades técnicas e comportamentais faz uma grande diferença na seleção por IA”, alerta Cristiane.

Um dos critérios para aprovação, a mentora enfatiza que o ideal no currículo é ser simples e objetivo, e que se a tendência for realmente de fato o desenvolvimento da Inteligência Artificial nas práticas de seleção, Cristiane ressalta: “Esses currículos que já apresentam uma estrutura, um modelo por trás, copiado do Google, feitos com ajuda de aplicativos, normalmente são rejeitados pela inteligência artificial, porque existe uma programação, um modelo estruturado por trás, o qual não conversa com a inteligência artificial”, frisa.

De acordo com Cristiane, fatores como a ortografia organizada e a fonte adequada auxiliam na imagem no momento da avaliação. No entanto, a especialista afirma que o currículo é apenas o primeiro passo do processo, ela destaca que é preciso estar preparado para outras etapas. “Quando a gente pensa no currículo para contratação e recolocação profissional, ele é o primeiro passo para a pessoa pensar no processo seletivo. A recolocação profissional vai além do currículo, é preciso estar preparado ou preparada para as outras etapas. Hoje em dia os processos de recolocações profissionais têm teste não só de perfis comportamentais, mas também vídeos que são gravados e entrevistas que variam de acordo com o entrevistador”, explica.

Cristiane Galvão é mestra em Administração de Empresas na Universidade de Fortaleza (UNIFOR), pós-graduada em Gestão de Marketing pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e graduada em Pedagogia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

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