21 de Maio, 2024

“Ninguém do planeta tem as condições de vento e sol que tem no Nordeste”, afirma presidente do BNDES

Aloizio Mercadante e Elmano de Freitas seguram o documento que firma o financiamento do programa 'Sertão Vivo' ao estado do Ceará - Foto: Thiago Gaspar

Descripción de la imagen

Aguardando imagem patrocinada

Aguardando imagem patrocinada

Na coletiva de imprensa realizada hoje (15) na capital cearense, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, em pergunta efetuada pelo jornalista Eleazar Barbosa acerca dos investimentos que o Governo Federal está pontuando no que refere às energias renováveis, Mercadante respondeu que a intenção é modernizar a indústria do segmento, e buscar valor agregado ao setor. O presidente do BNDES disse que o Brasil possui a matriz energética com 92% nos moldes solar, eólico e hidroelétrico, e por causa da cobertura, conforme ele, o país lidera o ranking deste panorama entre os 20 países mais ricos do mundo. 

Mercadante acentuou a iniciativa do governador do Ceará, Elmano de Freitas, no que tange a recente viagem a Holanda, no qual o governador assinou memorando de entendimento com a Eletrobras para a produção de Hidrogênio Verde, futuramente no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, equipamento localizado na região metropolitana de Fortaleza, que segundo o presidente do BNDES, essa fonte energética: “vai gerar mais empregos, mais investimentos, atrair mais indústrias, vai impulsionar o crescimento que é a energia do futuro. Ninguém do planeta tem as condições de vento e de sol que tem no Nordeste, e o Ceará é competitivo”, salientou Mercadante. 

Além disso, o BNDES oficializou o projeto que beneficia a região semiárida do Nordeste, com recursos da instituição bancária no objetivo de fornecer estruturação nas ambientações de estiagem, é o projeto ‘Sertão Vivo’, proposta que contabiliza investimentos em torno de R$ 1,8 bilhão, resultado da parceria do BNDES com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). O Ceará é pioneiro no programa por primeiro estar recebendo as verbas, algo em torno de R$ 251,6 milhões. Aloizio Mercadante elogiou o alinhamento de reservatórios hídricos cearenses, na sistematização das cisternas, e enfatizou que o governador Elmano de Freitas agiu rápido na obtenção da ideia, e que saberá ‘tocar o barco’ e fazer um planejamento mais amplo. “E agora aqui estamos assinando um cheque de R$ 250 milhões pro sertanejo, aquele que está no campo, para a agricultura familiar, para ele ter mais recursos hídricos, para ter melhores práticas de conviver com os extremos climáticos, e vamos fazer nos nove estados da região”, complementou.   

O anúncio foi realizado no Palácio da Abolição, sede do governo do estado do Ceará, em Fortaleza, e conforme o Oficial de Programa do Fida no Brasil, Hardi Vieira, o cronograma do ato teve início em 2017, no entanto ele afirmou que não bastava somente o auxílio técnico para a aplicação do projeto, que seria também necessário o compromisso político, Hardi agradeceu a iniciativa do governo do estado para que os investimentos chegassem no Ceará. “A caatinga é o único bioma do mundo, e que está no Brasil. Isso vai conduzir alto conhecimento em tecnologia e levar isso às populações mais vulneráveis, o qual existem critérios inseridos na proposta para mulheres, grupos específicos e jovens para trabalhar de forma integrada com esse públicos”, elencou.   

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, relatou que a proposição, o “Sertão Vivo”, irá contribuir na mudança de qualidade da população carente, e na ocasião, o chefe do executivo estadual retribuiu sobre a vinda pessoal de Hardi ao estado, e mencionou o desembolso de mais de R$ 1 bilhão no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, panorama vinculado ao Governo Federal. Sobre o programa ‘Sertão Vivo’, o governador explanou que: “Estamos recebendo esse dinheiro para fazer o trabalho de projetos produtivos em 72 municípios, são 250 mil pessoas beneficiadas, que vão ter acesso a esse recurso, para que a gente possa fazer a capacitação técnica, desenvolver os projetos e financiar o plano de negócios dessas famílias”.

O prefeito de Jaguaretama, Glairton Cunha, destacou que está na expectativa de conhecer profundamente sobre a elaboração da proposta na prática, pois ele confessa que não entendeu a forma com que o montante será distribuído nas cidades, se através de projetos produtivos, ou encaminhado diretamente para os beneficiários, ou então aos Executivos municipais. “Claro que tudo o que vem para somar é importante, desde que a gente consiga fazer a aplicação correta dele. Acho que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário tem tudo a ver para fazer esse trabalho, como é voltado para o campo, para o sertanejo, para o homem pobre da zona rural, a pessoa mais vulnerável, eu acredito que esse seja o caminho”,  frisou. Segundo o Governo do Estado, a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) é a executora da proposta, e a Ematerce, secretarias municipais de Agricultura, universidades, movimentos e organizações sociais, também estarão diretamente envolvidos na execução da gestão administrativa. 

Os municípios cearenses contemplados: Acarape, Acaraú, Aiuaba, Alto Santo, Apuiarés, Aracoiaba, Aratuba, Arneiroz, Barreira, Barroquinha, Baturité, Bela Cruz, Boa Viagem, Camocim, Canindé, Capistrano, Caridade, Carnaubal, Chaval, Chorozinho, Croatá, Cruz, Ererê, General Sampaio, Granja, Guaraciaba do Norte, Guaramiranga, Ibiapina, Ipu, Iracema, Irauçuba, Itapajé, Itapiúna, Itatira, Jaguaretama, Jaguaribara, Jaguaribe, Jijoca de Jericoacoara, Limoeiro do Norte, Madalena, Marco, Martinópole, Miraíma, Morada Nova, Morrinhos, Mulungu, Ocara, Pacoti, Palhano, Palmácia, Parambu, Paramoti, Pentecoste, Pereiro, Potiretama, Quiterianópolis, Quixeré, Redenção, Russas, São Benedito, São João do Jaguaribe, São Luís do Curu, Tabuleiro do Norte, Tauá, Tejuçuoca, Tianguá, Tururu, Ubajara, Umirim, Uruburetama, Uruoca e Viçosa do Ceará.

Aguardando imagem patrocinada